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BURRO VELHO

BURRO VELHO

18
Set23

Do que ouço e vejo por aí - Pêpê Rapazote no podcast Geração 70

BURRO VELHO

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Nunca tinha ouvido este podcast do jornal Expresso e SIC-Notícias, 'Geração 70', com conversas com os protagonistas de hoje que nasceram na década de 70 (vou fazer por ouvir mais vezes), mas por casualidade ouvi a entrevista ao ator Pêpê Rapazote, minha nossa senhora, o homem anda lá fora a fazer uns papéis de macho sul-americano e acha-se a última bolacha do pacote, que cagão.

 

14
Set23

Dos meus livros - Baiôa sem data para morrer, de Rui Couceiro

BURRO VELHO

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A enorme dependência de que hoje em dia, eu próprio e sucessivas gerações, temos dos smartphones, o medo e a solidão que nos assalta quando damos conta dessa necessidade de estarmos sempre a olhar para um écran, o apelo a uma maior lentidão e distanciamento na vida que levamos, tudo isso é o mote desta história com a qual sinto grande afinidade, e por isso, pelas recomendações altamente elogiosas que me chegaram via redes sociais, e até por achar piada a alguns tiques de escrita do autor, por tudo isso achei que ia gostar deste ‘Baiôa sem data para morrer’, mas tal não aconteceu.

Até há uma ideia, mas na minha opinião é uma escrita muito vaidosa, que quer ser onírica e bonita à força mas que enrola e enrola, muito redonda, com palavras caras e sempre empenhada em nos convencer que o autor tem um grande domínio, quer de vocabulário (ou talvez da técnica de consultar dicionários), quer de figuras de estilo cheias de criatividade, que prefere aporia a dificuldade, flagício a ignomínia, sabença a sabedoria, olvido a esquecimento, ou a morte procedeu à eliminação de mais um ser vivo a um simples morreu, e para mim esta teimosia em nos querer impressionar em cada linha tornou-se algo aborrecido e cansativo.

Pensei várias vezes em desistir, mas a curiosidade levou-me sempre a persistir, e até fui apreciando algumas partes ali e acolá, mas no global não me conquistou.

 

13
Set23

Das séries que eu vejo - Full Circle

BURRO VELHO

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Uma série realizada por Steven Soderbergh promete sempre ser coisa boa, mas foram seis episódios de uma história muito enrodilhada que me deu sempre sono, com boas intenções mas achei aborrecida.

A Claire Danes foi memorável como Carrie Mathison em Homeland - Segurança Nacional, mas agora faz sempre de Carrie Mathison com as mesmas caretas e carentonhas.

Full Circle não me convenceu. Na HBO.

 

 

12
Set23

Está mal - o turismo desenfreado

BURRO VELHO

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Não quero focar-me na perspetiva do tremendo erro macroeconómico em termos uma estratégia de crescimento apenas assente no turismo, antes interessa-me a perspetiva dos pilares e da qualidade desse turismo e de como não se aprende com os erros dos outros, esta falta de visão e de coragem dos nossos governantes arrepia, nomeadamente, enquanto residente em Lisboa, a dos sucessivos senhores presidentes da câmara de Lisboa. 

Nesta interessante entrevista à revista Visão, Christian Louboutin vem-nos recordar uma verdade cristalina mas que às vezes precisamos que seja uma personalidade estrangeira a recordar-nos, "Viajar é uma tendência. Por isso, há muitos turistas que vão a um sítio específico e que o destroem completamente. Mas constrói-se para eles estruturas, hoteis, estacionamentos. Quando o local está completamente destruído e já não tem alma, os turistas vão embora".

Na ótica de quem acolhe, o turismo é uma coisa boa, traz mundo, diversidade, abertura, mas quando passa a estar assente num modelo desenfreado, que expulsa e afasta os locais, que os faz viver pior porque tudo se tornou mais difícil e muito mais caro, então esse turismo é um fracasso que nos condena a todos. Num grande número de bairros de Lisboa já é difícil ouvir falar português, e não é só pelas enchentes em todo o lado e pelo tamanho das filas, é pelo custo exorbitante das coisas - aqui há umas semanas li numa notícia que os nómadas digitais estavam a trocar Lisboa pelo Dubai devido ao custo de vida, achei que só podia ser anedota, mas não era.

A Casa Independente, situada no Intendente, um sítio muito giro que reúne lisboetas e pessoas de todo o mundo, acabou de anunciar que vai encerrar em 2024 porque se vai construir no local mais um hotel, um hotel onde os turistas virão ver outros turistas, porque a alma de quem antes lá vivia já foi empurrada para os subúrbios.

O tema é complexo, desde logo porque todos queremos ser turistas e não podemos defender um turismo só para as elites, mas este turismo do airbnb's que roubaram os residentes à cidade e o descanso a quem ainda lhes sobrevive, das hordas de pessoas despejadas diariamente daqueles mastodontes dos oceanos que chegam a Santa Apolónia e entopem as ruas de tuk tuks (cidades como Barcelona já estão a proibir o acesso aos grandes navios de cruzeiros), dos hoteis e lojas para turistas a varrerem a cidade, das ruas entupidas em lixo e porcaria, tudo isto tem de ter um travão.

Senhor Presidente Carlos Moedas, será que o município de Lisboa, de cofres cheios, não deveria refrear esta especulação selvagem e proteger a sustentabildade da sua cidade e de quem nela reside, restringindo por exemplo o alvará a novos hoteis?

 

11
Set23

Dos grandes campeões - Novak Djokovic (II)

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Ao vencer ontem o US Open, o seu terceiro título do Grand Slam em 2023 (em Wimbledon perdeu a final contra Alcaraz) e o 24º da sua carreira, Novak Djokovic reforçou o seu estatuto de melhor tenista de todos os tempos, com um palmarés absolutamente incrível, e ainda mais incrível por tê-lo conseguido na era dourada de Federer, Nadal e do próprio, sempre mal amado, Djoko.

Com a vitória reforçou a vantagem de títulos do Grand Slam contra Nadal (22), superou Serena Williams no circuíto feminino (23) e igualou Margaret Court que nos anos 70 conquistou também 24 torneios.

Bravo grande campeão.

 

08
Set23

Dos filmes que vejo - Sob o Sol de Satanás, de Maurice Pialat

BURRO VELHO

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Quando em 1987 este Sob o Sol de Satanás ganhou a Palma d’Ouro em Cannes, e Maurice Pialat subiu ao palco para receber o prémio, dizem que ovação foi tremenda mas que os apupos e assobios ainda foram maiores, tal a complexidade do filme e o arrojo de quem lhe entregou a Palma.

Pessoalmente, não senti qualquer apetite por este drama dogmático e sofredor do padre atormentado com satanás, a luta entre o céu e o inferno e a salvação daquelas almas rurais numa França esquecida, mas quando o que sobra para desfrutar é testemunharmos a força granítica de Depardieu e a endiabrada Sandrine Bonnaire já não é nada mau.

De realçar que a Leopardo Filmes insiste em dedicar ciclos de cinema a realizadores consagrados já desaparecidos, uma oportunidade única de revermos, ou na maioria das vezes ficarmos a conhecer, vultos do cinema num grande écran, no caso Maurice Pialat - que privilégio viver num sítio onde nos podemos enfiar numa sala escura a cheirar um pouco a mofo e com mais 20 ou 30 pessoas assistir a estas pérolas.

 

07
Set23

Das coisas bonitas - Operafest

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O OperaFest, na sua 4ª edição, é um belíssimo festival que pretende levar ópera a sítios improváveis, como os jardins do Museu Nacional de Arte Antiga, que certamente teriam tornado o ambiente ainda mais encantador, mas a intempérie assim não o permitiu e à última hora a récita realizou-se no grande auditório da Fundação Gulbenkian, não assistimos à recita no meio dos jardins, assistimos com os jardins ao fundo.  

A última ópera teatral de Mozart, A Flauta Mágica, está cheia de mensagens e metáforas para um mundo mais iluminado, mas foi feita, sobretudo, a pensar nos mais jovens, resultando numa ópera cheia de fantasia e muito divertida, com árias muito conhecidas como as da rainha má ou as de Papagueno e Papaguena, aqui numa excelente versão portuguesa, encenada por Mónica Garnel e dirigida por Tiago Oliveira, muito bem cantada e com cenários, figurinos, cenários e jogos de luzes muito bonitos.

Parabéns ao OperaFest.

 

06
Set23

Das pessoas de que precisamos - pastor Edgar

BURRO VELHO

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“As pessoas chegam e dizem, ‘ai, mas sabes, dá muito trabalho, tens de te levantar cedo, deitar-te tarde...não tens folgas’. Porque estivermos a falar de duas pessoas, agora 20 ou 30 sempre a dizer a mesma coisa?”, desabafa Edgar. “O que é uma folga? O que é um descanso? Para mim descanso é estar com as minhas ovelhas. Para outras pessoas, o descanso é chegarem à sexta-feira à tarde e irem para casa, estatelarem-se no sofá e estarem a ver televisão”.

De acordo com o Expresso, só há 230 pastores registados das raças de ovelhas bordaleira e churra mondegueira, as únicas cujo leite pode produzir queijo Serra da Estrela.

Edgar, entrevistado pelo mesmo jornal, tem 18 anos e contra ventos e marés é pastor, bem hajas Edgar, bem hajas.

 

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