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BURRO VELHO

BURRO VELHO

25
Nov23

Da atualidade política - a deserção ou o deserto no PSD

BURRO VELHO

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Algo que sempre valorizámos nas nossas democracias ocidentais foi a alternância entre dois blocos políticos, assentes em ideias humanistas e democráticas, longe de extremismos e capazes de atrair elites de vários quadrantes, que é mais ou menos o mesmo que dizer que cá pelo burgo termos o PS e o PSD como partidos fortes e consolidados era bastante positivo para o nosso regime político, coadjuvados por alguns partidos mais pequenos que enriqueciam o debate e as lutas políticas.

Esse conceito dos grandes blocos políticos já era, vai sendo estilhaçado cada vez que um país europeu é chamado às urnas, e sabemos quem é que invariavelmente se abeira do poder, os Milei, Geert Wilders e amigos que tais que por estes dias se reuniram alegremente em Lisboa.

Vamos reconhecendo todos em surdina que hoje em dia só os malucos, desesperados ou incompetentes se prestam ao frete de estar na política, quem é que na sua vida organizada se quer sujeitar ao escrutínio e ao vilipêndio a troco de uma remuneração tão pouco atrativa, mas admitindo isso é aflitivo ver a estatura dos políticos que querem estar no protagonismo da ribalta.

Se há dias citei um artigo da Clara Ferreira Alves sobre a supremacia moral do PS (ler com a devida dose de ironia, ok?), hoje reflito sobre a deserção (ou será antes o deserto?) no PSD - o que resta da família laranja vai hoje reunir para rever os estatutos e catapultar o seu líder para uma onda vencedora, mas quando vemos que o PSD quer que entreguemos o nosso voto de confiança ao líder candidato a PM e às hostes que o acompanham, quando olhamos para Montenegro do orçamento pipi, Balseiro Lopes, Miranda Sarmento, Leitão Amaro, os Hugos Soares e Carneiro, a eterna promessa jotista Pedro Duarte ou outros que não fixamos sequer o nome, só nos apetece pôr as mãos na cabeça e censurar aqueles que tática e levianamente vão ter falta por comparência, isto no pressuposto que ainda existe uma família social democrata em Portugal que canta entusiasticamente o hino escrito por Paulo de Carvalho, Paz, Pão, Povo e Liberdade, todos juntos no caminho da verdade.

É de chorar a rir pensar que este PSD não vai conseguir agarrar a sua oportunidade, chorar a rir ou apenas chorar sem rir, mas se queremos os melhores quadros a governar o país, talvez então seja um bom princípio deixarmos de dizer coletivamente que os políticos são todos uns corruptos (sabemos que o atual contexto em nada o ajuda) e defendermos que recebam melhores salários, talvez isso possa ser um pequeno incentivo a que haja mais gente a dizer 'estou presente'.

 

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