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BURRO VELHO

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24
Out23

Dos documentários que vejo - Beckham

BURRO VELHO

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Neste documentário vemos como Sir Alex Ferguson era como um pai para David Beckham e percebemos porquê, é bonito de ver como foi protegido por toda a equipa do Manchester United quando tinha todo um país contra si, de forma muito agressiva e intimidatória, por lhe terem atribuído a culpa pelo afastamento de Inglaterra no Mundial de 98, mas é também o próprio Ferguson que afirma não ser possível uma amizade entre treinador e atleta, porque este será descartado assim que o seu rendimento baixar, e assim foi, sem apelo nem agravo, não haja ilusões, o mundo do futebol não é para figuras paternais.

Gostei muito deste documentário da Netflix, sobretudo por ver como um astro do futebol encontrou na sua vulnerabilidade, e no apoio da família e das suas equipas, a sua força para o sucesso, altamente inspirador.

 

21
Ago23

Está mal – Senhor presidente da federação espanhola de futebol

BURRO VELHO

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No rescaldo da vitória de Espanha no campeonato do mundo de futebol feminino, o presidente da Federação Espanhola, Luís Rubiales, espetou um beijo na boca de uma jovem futebolista, Jenni Hermoso.

Apesar da própria futebolista ter desvalorizado o sucedido, em qualquer circunstância parece-me uma atitude incorreta, contudo, no pressuposto que possa haver uma relação íntima entre presidente e futebolista e mediante as devidas explicações e pedido de desculpas, dada a euforia do momento podemos convir que não foi um crime de lesa-majestade e aceitar tranquilamente a situação.

Mas face às críticas que se fizeram ouvir lá por Espanha, qual foi a reação do senhor respeitável presidente? Chamou de idiotas toda a gente que o criticou – falou grosso e falou muito bem porque parece que em Espanha (e não só) os senhores presidentes e o futebol ainda gozam duma moral absolutamente intocável.

 

21
Jun23

Do lado do bem - seleção de futebol da Nova Zelândia

BURRO VELHO

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A Nova Zelândia não risca nada no mundo do futebol, mas dá o exemplo e o mote no campeonato dos direitos humanos: durante um jogo amigável com o Catar - curiosamente dirigido pelo nosso conhecido Carlos Queiroz, que a troco dos dólares cataris desvalorizou o sucedido -, um jogador neozelandês sofreu um insulto racista de um adversário, e face à passividade da equipa da arbitragem, após o intervalo a sua seleção recusou-se continuar a jogar.

O país que vê o Sol nascer primeiro todos os dias, está a mostrar ao mundo qual o caminho para combater o racismo, e parece que a FIFA dá sinais positivos nesse sentido, não se pode ignorar o racismo, não basta dizer que não se é racista, não basta não o ser, é preciso combatê-lo empenhadamente, e se algum jogador ou adepto profere insultos racistas, então a sua equipa tem de ser penalizada, tem de passar a jogar à porta fechada, pagar multas ou, é preciso dizê-lo, perder os jogos.

Não ao racismo e bem-haja à Nova Zelândia.

23
Mai23

Da cara de pau - Federação Portuguesa de Futebol e Fernando Santos (take 2)

BURRO VELHO

engenheiro

 

No início de março deixava aqui nota da minha indignação com a sem vergonhice do ex-selecionador nacional, o sr. Engenheiro Fernando Santos, que arranjou um esquema fraudulento com a sua mulher para não pagar IRS devido pelos vencimentos pagos pela Federação (lesando o Estado em 4,5 milhões de euros, sim, 4,5 milhões de euros), sem vergonhice essa acompanhada pela Federação que além de ter fechado os olhos a esta vigarice (e este é uma forma muito eufemística de descrever o que a Federação fez), recusou ainda facultar à imprensa o respetivo contrato de trabalho, não acatando a instrução recebida pela CADA, autoridade com competência para o fazer.

Repito o que disse na altura, todos conhecemos e respeitamos o princípio da inocência, que diz que até condenação de um tribunal toda a gente tem de ser considerada como inocente, mas não há um único direito universal que seja um direito absoluto, nalguns casos nem o direito à vida o é, e perante os factos inegáveis que vieram a lume e dada a natureza da função que este senhor desempenhava, ser o selecionar duma equipa nacional que deve representar todos os portugueses, o senhor engenheiro devia ter sido destituído de imediato e com a sua reputação manchada na praça pública, alegadamente o engenheiro tinha gamado 4,5 milhões de euros aos portugueses.

Pois bem, o Tribunal Arbitral Administrativo e Fiscal de Sintra veio esta semana obrigar a Federação a divulgar os contratos assinados com o engenheiro (naturalmente que como pessoa de bem que já provou ser a Federação vai recorrer a uma instância superior), e o Tribunal Central chumbou o recurso apresentado pelo engenheiro para não ter de devolver os 4,5 milhões de euros que arrecadou ilegalmente na sua conta bancária (naturalmente também que como pessoa de bem que já provou ser o engenheiro irá provavelmente recorrer a uma instância superior).

Mas tão ou mais gritante que estas patifarias de quem tenta sempre enganar o outro, sendo que neste caso o outro somos nós todos, é a complacência de todos nós com situações como estas, como é possível que quando se soube destes casos nenhum tumulto ou inquietação tenha exigido a saída de cena destas personagens? Por um simples e triste motivo, porque muitos dos portugueses não achou nada disto censurável porque só não foge aos impostos quem não pode, ele teve foi azar em ser apanhado.

19
Mai23

Dos grandes campeões - Bernardo Silva

BURRO VELHO

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Há muitos anos a esta parte desinteressei-me pelo futebol, não por aquele argumento estafado de que são apenas 22 fulanos a correr atrás de uma bola (este argumento bacoco faz ricochete em quase tudo, é como dizer que um Picasso é apenas um monte de tinta), mas pela podridão e clubite aguda de que o país padece (não somos únicos, descansem).

Mas quando apanho pela frente um jogo como o Manchester City vs Real Madrid, para as meias-finais da Champions League, fico preso ao écran, que espetáculo, ainda por cima com o nosso Bernardo Silva a regalar-nos com uma exibição (mais uma) fantástica.

Pelo que joga, pelo que faz jogar ou deixa jogar, pela atitude em campo e, ao que parece, fora dele, pela simplicidade e humildade: Bravo!

 

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