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BURRO VELHO

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09
Abr24

Das séries de que gosto - Love & Death

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Love & Death, série da HBO, começa logo com um crime de machado e alguidar, um crime bastante conhecido que abalou a América em 1980, mas se o final da história é sobejamente conhecido para os americanos, para nós que não fazemos a mais pequena ideia do que se passou (a não ser os que viram recentemente uma série na Disney+ baseada nos mesmos acontecimentos – Candy – com Jessica Biel) é antes de tudo o mais uma série de suspense, um policial.

A trama passa-se num subúrbio privilegiado do Texas profundo, Wylie, um verdadeiro ideal american dream, onde dois jovens casais, bonitos, promissores e empenhados na sua comunidade, que militam numa igreja conservadora meio castradora meio desempoeirada, experimentam algum atrevimento da libertação sexual tão própria dos anos 70 nas grandes cidades, onde as donas de casa desesperam com os seus maridos que têm empregos de sonho e que lhes permitem ter os cortinados cheios de folhos a fazerem pandã com o papel das paredes.

Série produzida por David E. Kelly (criador de fenómenos como Big Little Lies, The Undoing e Ally McBeal), com uma mãozinha da Nicole Kidman e com atores brilhantes, nomeadamente Jesse Plemons, com a sua trunfa de meter inveja, e a angelical Elizabeth Olsen, só para a ver Love & Death já é uma série obrigatória.

Na HBO.

 

01
Abr24

Das séries que eu vejo - True Detective: Night Country

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A quarta temporada de TRUE DETECTIVE: NIGHT COUNTRY (não vi as anteriores), liderada por Jodie Foster, agarrou-me no início, com a atmosfera pesada dos dias que são sempre noite algures num lugar esquecido do Alaska, o frio glaciar do Ártico, as tempestades inclementes, a vida sem horizonte das pessoas que à primeira vista parecem todas infelizes ou antipáticas, mas que vão tentando sobreviver aos seus dramas, o crime ecológico, tudo isto apimentou ainda mais uma trama policial com ares de filme de terror, onde o suspense e o mistério se cruzam com o surreal, mas no fim morreu sem chiar, que é como quem diz, o final foi muito preguiçoso e atabalhoado com muitas pontas soltas por resolver, foi mais fácil meter tudo debaixo do chapéu do sobrenatural do que levar a história até ao fim.

Não foi mau, mas soube a pouco. Na HBO.

 

18
Mar24

Das séries de que gosto - FEUD: Capote vs The Swans

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Feud: Capote vs The Swans, a nova série de Ryan Murphyé aparentemente só uma história de fofocas e mexericos da alta-roda nova-iorquina dos anos 60 e 70, mas é bem mais do que isso, é a história de Truman Capote, acabadinho de vencer o Nobel da literatura com ‘A Sangue Frio’ e alvo de todas as atenções mediáticas e sociais, o bobo da corte gay, viperino e desbragado, que todas as socialites disputam para o ter ao seu lado, um mundo onde se toma banho com Don Perignon e os lençóis são encomendados em Paris quando se vai aos desfiles da Givenchy ou Chanel, mas quando Capote resolve pôr a nu os podres das suas amigas e inimigas, as Swans, passamos a ter um retrato surpreendentemente sensível da solidão encharcada em cigarros e vinhos caros, um olhar triste de mulheres absolutamente deslumbrantes e intocáveis que são mal tratadas e depois tratam as outras pessoas igualmente mal, personagens carismáticas, atenciosas e capazes de amar quem lhes é próximo, mas que são ao mesmo tempo desagradáveis e tortuosas, personagens que não são nem vilãs nem vítimas, não são só más nem só boazinhas, personagens que são complexas, que se tentam salvar a si e aos que lhes são queridos mas logo a seguir empurram o amigo ou a amiga para o fim do abismo, sendo que no final a maldade é derrotada por uma melancolia reconciliadora.

É verdade que adormeci sempre nos primeiros episódios, mas não atribuo esses bocejos ao facto da série ser chata, porque quando os vi de novo fiquei sempre preso ao enredo, acho que era só cansaço, e talvez por isso tenha achado a linha do tempo algo confusa, anda para trás, anda para a frente, às vezes não sabia a quantas andávamos, mas gostei muito de Capote vs Swans, se nada mais houvesse nos oito episódios realizados por Gus Van Sant, já valia a pena só para podermos apreciar uma cena que fosse de Naomi Watts e Tom Hollander, absolutamente geniais, e se tal ainda não bastasse há ainda Chloé Sevigny, Diane Lane, Calista Flockhart (as mexidas que fez na cara não lhe fizeram bem, que saudades da Ally McBeal), Jessica Lange e Demi Moore, tudo isto servido em bandejas de luxo e ostentação.

Na HBO.

 

29
Dez23

Das séries que eu vejo - The Gilded Age

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Ouro sobre azul para quem gosta de séries de época, sobre usos e costumes, mesmo que estes sejam de grande e aparente frivolidade, The Gilded Age, dos mesmos criadores de Downton Abbey, é de um refinamento absolutamente irrepreensível a todos os níveis, nomeadamente cenários, guarda-roupa e atores (permitam-me destacar a deliciosa Christine Baranski). 

Não há melhor do que isto para lavar o cérebro. Na HBO.

13
Set23

Das séries que eu vejo - Full Circle

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Uma série realizada por Steven Soderbergh promete sempre ser coisa boa, mas foram seis episódios de uma história muito enrodilhada que me deu sempre sono, com boas intenções mas achei aborrecida.

A Claire Danes foi memorável como Carrie Mathison em Homeland - Segurança Nacional, mas agora faz sempre de Carrie Mathison com as mesmas caretas e carentonhas.

Full Circle não me convenceu. Na HBO.

 

 

25
Mai23

Das lendas eternas - Tina Turner

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Ainda digeria o documentário sobre Tina Turner que tinha acabado de ver (na HBO), e enquanto alinhavava um post sobre a grande rainha do rock&roll soube da sua morte, ainda estou incrédulo, que tamanha coincidência e que triste coincidência.

Para mim havia duas lendas vivas no mundo da música, agora Diana Ross fica sozinha.

Sempre gostei imenso da Tina como cantora, tenho várias das suas músicas nas minhas listas do Spotify, e da sua energia desenfreada, e estava mais ou menos a par da sua vida difícil, dos maus tratos do ex-marido Ike Turner, do amor tardio, do suicídio do filho, da hemodiálise, mas ao ver este documentário, realizado em 2019, a admiração que sentia por Tina Turner, que já era muita, atinge um nível ainda mais elevado, uma mulher verdadeiramente inspiradora para as outras mulheres, uma mulher negra (e tão bonita que era), que num determinado dia decidiu que não se ia deixar subjugar mais e foi embora, que nos idos e preconceituosos anos 70 conseguiu soltar-se dos abusos físicos, sexuais e psicológicos que sofria e foi à procura do seu sonho, encher estádios de futebol como os Rolling Stones, conhecendo o sucesso planetário aos 50 anos.

Descansa em Paz Miss Hot Legs. Simply the best!

 

16
Mai23

Das séries de que gosto - Succession

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Sabem quando comemos um gelado ou sobremesa bem devagar para podermos saborear mais tempo? Sou eu a ver Succession, para durar mais tempo de tão bom que é - limpou os prémios todos nas três primeiras temporadas, e por mim também os limpava na quarta, e última, é uma série fenomenal.

Um tratado, no mundo da alta roda dos negócios, em que todos os diálogos são farpas afiadíssimas sobre sacanice, manipulação, dor de corno, com grandes doses de humor, perversão, culpa, e com, muito espaçadamente, laivos de sedução, sentimentos de família e de quem ainda tem o coração no sítio, tudo isto em cenários da alta aristocracia nova-iorquina ou sítios deslumbrantes como as montanhas e glaciares da Noruega.

Todas as personagens/atores são fantásticos, apetecia-me destacar a filha Shiv, a mais inteligente de todos, mas depois lembro-me do filho Roman, o mais fritado dos cornos, ou o filho Kendall, o mais inseguro, ou o pai Roy, o maléfico-mor, ou o ambicioso burro que não é assim tão burro do genro, ou o cromo do sobrinho, ou a eficiente CEO Gerri, ou ou ou ...

Super fã. Na HBO.

15
Abr23

Das séries de que gosto - Rain Dogs

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Série inglesa de oito episódios, meio comédia meio dramática, sobre amores incondicionais e pouco convencionais, que duma forma totalmente despudorada mistura o desenrascanço duma pobreza extrema com uma aristocracia decadente, com vidas muito desajustadas mas sempre com a dignidade e o coração no sítio certo, mesmo quando tens de sacanear, prostituir-te ou fazer o que tiveres de fazer para sobreviver. A dupla Daisy May Cooper e Jack Farthing é muito boa. A série é muito boa. Na HBO.

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