Dos meus livros - Dinheiro, de Martim Amis

Só agora com a sua morte recente é que cheguei a Martin Amis e a um dos famosos livros da sua trilogia, Dinheiro (Money).
Considerado por muitos o melhor escritor inglês do século XX, admito que me rendi incondicionalmente e quero regressar rapidamente à sua escrita, uma escrita elegante das elites de Oxford que escreve tão bem e tão mal ao mesmo tempo, bem pela graça, ritmo e contundência, mal porque aquelas linhas escritas estão carregadinhas dos vícios do auge capitalista dos anos 80 do século passado, dinheiro, álcool, pornografia, fast food, drogas e lascívia, vícios esses que a cultura woke dos nossos dias não afasta. Brilhante.
Curiosamente, no dia da sua morte (19 de maio) estreou em Cannes um filme escrito por si - The zone of interest -, sobre a bucólica vida da família de um comandante nazi de Auschwitz, cujo jardim confina com o fatídico campo, a inocência lado a lado com o horror. Em pulgas para ver, até porque estes temas do nazimo e da banalidade do mal interessam-me sempre muito.
