Dos meus livros - Nada a Temer, de Julian Barnes

Tenho um problema sério com os livros, quando não estou a gostar resisto-lhes até à última, empastelo semanas a fio mas não os abandono, uma espécie de pudor ou de má-consciência impedem-me simplesmente de os pôr de lado, escolher outro da estante e seguir alegremente com as minhas leituras, não, nada disso, se comecei a ler devo estoicamente ler até à última página, é a minha obrigação com o autor que dedicou tanto do seu tempo a escrevê-lo.
Isto é um disparate pegado, mas é assim que se passa comigo, creio só ter desistido uma vez de um livro – Memorial do Convento, tenho-o já na calha para tentar regressar-lhe em breve.
Julian Barnes é um dos meus romancistas de eleição, já li sete dos seus livros, dois deles são dos meus favoritos de sempre, daqueles de que na reforma vou querer reler muitas vezes – A Única História e O Sentido de um Fim -, mas Nada a Temer para mim foi um suplício, quais memórias divertidas e espirituosas sobre a morte qual carapuça, para mim foi só uma experiência funesta a pensar sobre a morte, socorro, tirem-me deste livro.
Não desisti propriamente, mas saltei muitas páginas pelo meio.
