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BURRO VELHO

BURRO VELHO

01
Mar24

Dos filmes que vejo - A Sociedade da Neve

BURRO VELHO

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Em 1972, um avião que transportava uma equipa de rugby e alguns familiares de Montevideo para Santiago do Chile despenhou-se na gelada cordilheira dos Andes, sendo o filme espanhol “A Sociedade da Neve” precisamente sobre a história dos 29 sobreviventes à queda do avião da Força Aérea do Uruguai, e não sendo, na minha opinião, merecedor da nomeação para o Óscar de melhor filme estrangeiro, ainda assim este sucesso da Netflix é sem dúvida um filme bastante interessante, não tanto por ser uma espécie de documentário muito fiel ao que possa ter acontecido, mas sobretudo por nos confrontar com o dilema que todos nós sentiríamos sobre os limites éticos aceitáveis para lutarmos pela nossa própria sobrevivência, muito interessante a forma como aquele grupo se conseguiu unir de forma tão solidária perante uma situação tão desesperante.

 

02
Mar23

Dos meus filmes - Os espíritos de Inisherin

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À partida não estava apostava muito neste filme, as personagens apatetadas habitualmente não me entusiasmam porque roçam o abonecado, mas este Os Espíritos de Inisherin, sobre a solidão e a inocência, é uma delícia harmoniosa entre a nostalgia e o humor, com muita ternura pelas pessoas e animais, e onde todas as personagens (incluindo os secundários, os donos do bar, o polícia, a vidente, a dona da mercearia, o burro, todos sem excepção) são muito castiças e genuínas, residindo sempre muita sabedoria nos tolos da aldeia, tudo isto numa Irlanda dos nossos sonhos e com uma lindíssima banda sonora de Carter Burwell.

Com ou sem Óscares - vai falhar os principais, o Colin Farrell está bem mas por mim não chega lá, mas ficava contente se um dos supostos secundários vencesse, o Brendan Gleeson e mais ainda o Barry Keoghan ou a Kerry Condon – é um dos filmes mais bonitos e fofos do ano.

 

 

25
Fev23

Dos meus filmes - TAR

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Não agradará a muitos, mas foram quase três horas que passaram a voar de tão bom que é, que maravilha de filme, com muitas nuances e de elevada sensibilidade e inteligência (sem ser intelectualóide) – e ainda com uns pozinhos sobre a famigerada política de cancelamento dos dias de hoje. Começa num ritmo muito elevado, muito diálogo para assimilar, sobre um mundo que nos é estranho a quase todos, o erudito mundo da música clássica, mas logo entramos de cabeça na ascensão e queda daquela personagem, poderosa, manipuladora e perturbada, mas também sedutora, vulnerável e empática, por quem nunca torcemos mas também de quem nunca chegamos a detestar, apesar de ser muitas vezes uma boa cabra, nunca tomamos partido, olhamos até com compaixão para uma pessoa que faz sofrer mas que também sofre, claramente mais agressora mas também uma vítima – estava convencido que o filme era um biopic sobre uma maestrina verdadeira mas quando no fim fui à procura de saber mais sobre a Lydia Tar descobri que é totalmente ficcional, curioso. Sobre a Cate Blanchett, bastou-me 5 minutos para ter a certeza que este ano tem de ganhar o Óscar, qual Michelle Yeoh qual carapuça, sublime. Ah, e quero um loft igual àquele em Berlim.

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