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BURRO VELHO

BURRO VELHO

17
Mai24

Da politiquice - a ministra do Trabalho e a Santa Casa

BURRO VELHO

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Tenho acompanhado com alguma atenção a novela da exoneração da provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, li algumas coisas e ouvi várias entrevistas quer da agora exonerada Ana Jorge, quer do outrora desconvidado ex-provedor Edmundo Martinho, bem como algumas declarações da ministra do Trabalho e Segurança Social Maria do Rosário Ramalho, e reconhecendo que não estou na posse de dados suficientes para emitir juízos sabedores, arrisco dizer que o ex-provedor não me oferece credibilidade nenhuma - “há uns anos os NFTs (non fungible tokens) estavam na berra” e “se a Abreu disse que sim quem era eu para dizer que não”, diz o senhor para justificar um negócio manhoso - , e, pelo contrário, Ana Jorge parece-me credível nos seus argumentos - a senhora tem pelo na venta e faz muito bem.

E a senhora ministra? Tenha ou não alguma razão, admito que possa ter alguma, não muita, é de uma deselegância no trato e no verbo que me cobre de vergonha alheia.... e ainda vem dizer que isto não é uma exoneração política, ah pois não, só alguém muito mal-intencionado é que se atreve a dizer tal coisa.

Mal-intencionado serei, concluo, é exoneração política sim, o que, diga-se, em abstrato nada tem de censurável.

 

07
Nov23

Está mal - a infâmia das Raspadinhas

BURRO VELHO

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É conhecido que as raspadinhas são uma praga social e um aflitivo problema de saúde mental pela dependência que causa, pior do que isso, como diz Luís Aguiar-Conraria no Expresso, são verdadeiramente amorais porque é uma forma do Estado sacar dinheiro aos pobres e desfavorecidos, sim porque as receitas dos jogos de Santa Casa ou revertem diretamente para o Estado (em 78% do seu montante), ou então financiam a própria Santa Casa que assegura funções do Estado Social na região de Lisboa.

A nova provedora Ana Jorge lava as suas mãos como Pilatos ao reconhecer que o mal está feito e se a benemérita Santa Casa renunciasse às ditas o vício manter-se-ia mas a benefícios de outros, por isso há que surfar na crista da onda e aprovar a venda de mais uma raspadinha europeia, a Eurodreams, que vai trazer uma prometida subsistência mensal a muitos jovens crédulos, conseguindo assim o Estado arrecadar mais uns trocos aos pobres viciados e dependentes, isto é INFAME.

Ana Jorge vai mais longe ainda, reconhecendo que a Santa Casa não tem a maioria da quota de mercado dos jogos de azar, e como tal, advoga, “temos de ser mais concorrenciais”.

Resolver esta problema não será fácil, mas ao menos que houvesse vontade política e institucional para o combater ou atenuar, mas ao contrário o que vemos é a Santa Casa e o Estado lançarem mais achas para a fogueira e cavarem ainda mais o poço destes infelizes, e à sua custa encherem os cofres, isto é tão mau mas tão mau que nos deve inquietar a todos.

 

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