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BURRO VELHO

BURRO VELHO

09
Dez23

Da atualidade política - João Costa, o ministro da educação

BURRO VELHO

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João Costa atual ministro da educação do ainda Governo de António Costa, ou João Costa apoiante do candidato Pedro Nuno Santos? João Costa que sempre anunciou ao país que ‘que todas as medidas de recuperação possíveis já tinham sido feitas, nomeadamente a correção das assimetrias e os mecanismos de aceleração da carreira’, não havendo condições para a recuperação do tempo de serviço congelado, ou João Costa que entende haver espaço para a recuperação integral do tempo de serviço dos professores?

João Costa diz agora que não mudou a sua posição, João Costa pode dizer tudo o que bem entender, mas temos legitimidade para concluir que João Costa se deixou levar pela vertigem eleitoralista de querer muito continuar num novo Governo, não se preocupando por um segundo, ou a dita vertigem fê-lo inadvertidamente esquecer esse cuidado, com uma qualidade ímpar que nunca deve abandonar um político, a verdade, porque há uma coisa que sabemos, não sendo estas suas últimas declarações demagógicas e eleitoralistas, então o ministro João Costa sempre definiu políticas públicas nas quais não acreditava – João Costa já se terá arrependido certamente deste seu deslize, a sua carreira política não foi hipotecada mas vai demorar anos a fazer esquecer esta sua frase assassina, ficou claramente fragilizado na sua ação governativa futura.

 

17
Nov23

Da atualidade política - a supremacia 'moral' do PS

BURRO VELHO

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Qualquer outro partido que fizesse metade, um terço destas patifarias e trapalhices, já teria sido engolido vivo. O Partido Socialista … possui uma resistência aos escândalos e desaires que os outros partidos não têm. António Costa é o perfeito exemplar deste estado de coisas. Passos Coelho foi crucificado por muito menos. O PS sobreviveu ao escândalo da Casa Pia, a única vez que correu perigo sério e em que atiraram a matar para destruir o partido e seus dirigentes, sobreviveu à demissão de Guterres, e fuga, sobreviveu ao escândalo de Sócrates, único na história de democracia portuguesa, sobreviveu aos erros e horrores da pandemia (que não foi o sucesso imputado a Costa, que a certa altura estava mais interessado em trazer para Portugal um campeonato de futebol do que no confinamento, chamando a isto um “prémio” aos médicos e trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde — a mais asinina frase da democracia portuguesa) e sobreviveu aos escândalos deste Governo. Pedrógão, Tancos, negócios corruptos da Defesa, o transfronteiriço de outro nomeado de Costa com cadáveres no armário, e as guerras com os professores e os médicos. Fora o resto. A pouco e pouco, por inércia, incompetência e arrogância do Governo, vimos esboroarem-se o SNS e a educação pública.

Ora nada disto faz parar o PS para pensar. O PS julga-se o único partido competente e inteligente para governar a pátria, e acha-se o destinatário de um direito divino. O PS comporta-se como uma monarquia, com famílias reais, uma aristocracia que não renuncia aos privilégios, uma corte de serventes e serviçais, e direitos dinásticos. O mote real é “Habituem-se!”. A insígnia é “contra tudo e contra todos”.

São socialistas e basta, o título sugere uma supremacia moral. Este PS não aceita pactos de regime, usa a direita ou a esquerda conforme lhe convém para se manter à tona. E acha-se a única garantia contra o Chega e a ameaça corporizada em André Ventura. Na verdade, usa Ventura como o papão da democracia, tal como usara Passos Coelho como o papão da austeridade e da justiça social.

Com o mestre da sobrevivência António Costa, todas estas características se acentuaram, agravadas pelo facto de o pessoal político se ter desqualificado. A aristocracia dos tempos da fundação era agora um corpo de videirinhos e trepadores sociais, com raras exceções... Este PS não vai sair de cena com facilidade, não admite a derrota, não tem escrúpulos morais. Não tem emprego”.

Estas palavras não são minhas, foram escritas, e muito bem escritas, pela Clara Ferreira Alves na sua crónica no Jornal Expresso, porque a malta desespera por uma alternância, o problema ainda maior é quando olhamos para os lados e ver quem pode vir a seguir, que lástima o principal partido da oposição andar tão levianamente a brincar.

 

06
Jul23

Da atualidade política - a fantochada da CPI à TAP

BURRO VELHO

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A Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP foi uma fantochada e perda de tempo, porque do que se conhece do relatório preliminar a senhora relatora ou é incompetente ou é um fantoche do seu partido, e seja por não ter cérebro ou por não ter coluna vertebral, a senhora relatora está a envergonhar os seus pares e a dar mais uma machada na confiança que os portugueses têm dos políticos. 

 

24
Jun23

Das pessoas que admiro - Isabel Moreira

BURRO VELHO

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Concordo em absoluto com Isabel Moreira quando afirma que há diferenças profundas entre a esquerda e a direita e é salutar o confronto e a discussão entre ambas, e não comungando eu da sua visão económica da sociedade, reconheço em si o melhor do que há na política em Portugal, vertical, séria, trabalhadora, bem preparada, combativa, com sentido democrático e impoluta, não me recordando de alguma vez a ter visto a fazer fretes descarados ao partido ou ao primeiro-ministro defendendo o indefensável, quando não concorda ou se cala ou deixa passar a sua mensagem de fininho, mas nunca em modo de disco riscado a repetir insanidades que vemos amiúde naquela bancada parlamentar.

O seu feitio intrépido, assumido pela própria em várias entrevistas, talvez lhe retire o perfil para funções executivas ao nível ministerial, mas agradeço-lhe profundamente por estar na política e por em muito ter contribuído para alguns dos nossos grandes avanços civilizacionais, espero que por lá continue por muitos e bons anos.

Um grande bem-haja Isabel.

 

06
Abr23

Da atualidade política - Comissão de Inquérito TAP

BURRO VELHO

TAP

 

No decorrer da Comissão de Inquérito à TAP soube-se que em Janeiro a senhora presidente Christine Ourmières-Widener reuniu secretamente com o grupo parlamentar do PS e ‘membros juniores’ do Governo, por recomendação do ministro das infraestruturas, para preparem a primeira audição na Assembleia da República, já no âmbito desta Comissão de Inquérito.

A presidente não se recorda de terem sido então combinadas as questões que lhe seriam colocadas na dita audiência, mas a senhora presidente também não se recordava de ter estado nessa reunião (via Teams, creio), teve de consultar a sua agenda pessoal para avivar a memória, fantochada.

Além da total falta de ética, isto é violar todas as regras – sim, o Governo e deputados da nação violaram as regras e está tudo bem: esta gente achou que era natural, com a maior descontração e desfaçatez, acertarem as perguntas e respostas entre si, entre quem ia inquirir e ser inquirido, para assim melhor ludibriarem os deputados da oposição e os portugueses em geral, isto é gravíssimo, manchando o bom nome dos ministros João Galamba e Ana Catarina Mendes, dos deputados presentes e da própria Christine.

Já vi ministros serem demitidos por menos, apurem-se as responsabilidades, isto é gravíssimo.

15
Mar23

Da atualidade política - Pedro Nuno Santos

BURRO VELHO

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Sempre gostei do estilo de Pedro Nuno Santos, preparado, combativo, despachado, às vezes bronco e conseguia passar a ideia que estava mais preocupado em fazer do que parecer.

Na altura não comprei totalmente a ideia de que o anúncio do local do aeroporto tinha sido uma gaffe, uma precipitação, parecia um erro demasiado primário para alguém já tarimbado, admiti como plausível que aquele avanço seguido de puxão de orelhas era o resultado duma estratégia com o primeiro-ministro.

E agora o caso Alexandra Reis? Sabia? Não sabia? Afinal soube por whatsapp mas não tinha dado importância?

Claro que devia saber, claro que deu ok a que Alexandra Reis fosse destituída, claro que acompanhou a negociação do valor da indemnização, claro que achou tudo normal e até merecido, de tal forma que até quis recompensar Alexandra nomeando-a para a NAV como forma de agradecimento pelo seu trabalho na gestão da TAP, mas se até aqui o grau de gravidade ainda é incerto e discutível (vamos ver o que a comissão parlamentar de inquérito vai trazer a lume), para a estatura e futuro do político o pior terá sido depois como geriu todo o dossier e a sua saída de cena.

Confrontado com o vexame de ter de dar o dito pelo não dito, resolveu sair pelo seu próprio pé, mas, não esqueçamos, apenas por assumir a responsabilidade política, com sorte ainda ia herdar a aura de sério e corajoso que Jorge Coelho granjeou com a queda da ponte de Entre-os-Rios, mas em momento algum o ouvimos aceitar qualquer falha ou responsabilidade pessoal.

Pedro Nuno Santos era um arauto desta nova geração que trazia uma nova atitude, mais transparente, desempoeirada e menos agarrada ao poder, mas afinal veio Pedro Nuno mostrar-nos que é um político da velha escola, afinal também acha que nós portugueses somos todos uns lorpas (não era o único no atual Governo a achar o mesmo), que basta blindar-se atrás do ‘contem-me tudo off record mas não me mandem mails nem contem nada oficialmente, porque não sei nada, não vi nada, não ouvi nada’ e assim nunca se queima, está sempre tudo bem, e afinal também acha que quando é apanhado é preferível a fuga em frente, ainda não se apercebeu que o escrutínio e a exigência em relação aos políticos é hoje muito diferente do que era há dez anos atrás, afinal também acha que vale tudo e que com três de areia e duas de água do mar damos sempre a volta por cima, afinal em Pedro Nuno Santos a ética também dá lugar à chico-espertice.

E se tínhamos reagido com alguma benevolência ao caso do anúncio do aeroporto, agora que voltou a espalhar-se ao comprido já não temos dúvidas que são falhanços a mais e, na melhor das hipóteses, é um político incompetente, imponderado e pouco sério.

Ironia das ironias, com esta enorme trapalhada é bem capaz de lhe ter saído a sorte grande, não lhe anunciem qualquer morte política, é certo que foi afastado com alguns remoques mas também é certo que assim se afasta ele próprio da dupla Costa/Medina e, se não for antes, em 2026 voltará à liça fresco que nem uma alface e com estes pecados todos perdoados, que é como quem diz, esquecidos.

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