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BURRO VELHO

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04
Dez25

Das séries de que gosto - A Besta em Mim

BURRO VELHO

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Citando de cor a personagem de Matthew Rhys, as pessoas não querem esperança, querem fofocas e carnificina, e é assim que neste drama psicológico um vizinho recém-chegado, alegadamente criminoso, convence uma escritora sem inspiração, com um passado mal resolvido, a escrever a sua biografia, um excitante jogo de gato e rato, nada melhor para o bandido do que ter a sua possível vítima bem perto de si.

A Besta em Mim é um thriller muito inteligente, em que as duas personagens principais facilmente descobrem a culpa que o outro carrega às costas, qual deles levará a melhor?

Todo o enredo é muito credível, mas o sucesso desta série centra-se no confronto da dupla principal, se Claire Danes é ela mesma - um rolo compressor de tiques e caretas faciais (é incrível como uma atriz tão limitada consegue sempre superar-se e ser convincente) -, Matthew Rhys é assombroso na sua composição de homem malvado, e é fantástico podermos assistir a este jogo, não dá mesmo para desviar o olhar. Muito bom.

 

23
Nov25

Das séries de que gosto - A Diplomata

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Há séries que nunca conseguem a consagração que merecem, A Diplomata é uma dessas séries e não sei bem porquê, talvez pela manda-chuva ser bonita demais, talvez por ser algo inverosímil que uma embaixadora reúna tanto poder e consiga resolver tantas trapalhadas, ou então por ser tudo muito bonito e requintado, se calhar tudo isto faz com que The Diplomat não seja muito levada a sério, mas esta desconfiança é só tola, é uma série espetacular, com interpretações excelentes a servir ação tensa, muita intriga, geopolítica e alguma sexyness, vale mesmo muito a pena.

Na Netflix.

 

18
Nov25

Das séries de que gosto - The Girlfriend (A Namorada)

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A Namorada (The Girlfriend), minissérie realizada e interpretada por Robin Wright, é um thriller psicológico de grande entretenimento, que ao longo dos seis episódios nos vai dando a perspetiva da mãe (frágil ou obcecada) e da namorada (doce ou maquiavélica), mostrando-nos a narrativa de que os mesmos factos podem sempre ser vistos por prismas diferentes.

Em cada episódio nunca sabemos bem em quem acreditar, e temos a noção que tudo pode mudar a qualquer momento, com suspense e tensão, abordando ainda temas importantes, como a maternidade tóxica ou a distorção das memórias.

Mesmo com um final algo frouxo, A Namorada é mais uma daquelas séries medianas de excelente qualidade, destacando-se a dupla de atrizes que nos prendem ao ecrã, Olivia Cooke e a elegantíssima Robin Wright.

 

29
Out25

Das séries de que gosto - Task

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Há séries medianas que de tão boas são excelentes, é o caso de Task, série negra policial dos mesmos autores de Mare of Easttown, também ela excelente.

Sempre nos subúrbios sombrios de Filadélfia, o terreno que o autor melhor conhece, Task tem crime, tem gangues do mal, tem polícias bons e polícias maus, tem drama familiar, luto, personagens deprimidas, luta de gerações, dúvida moral, tem suspense, tensão e mistério, tudo isto com atores formidáveis liderados por um senhor chamado Mark Ruffalo.

Gostei muito, sete episódios que passaram a voar.

Na HBO Max.

 

24
Out25

Das séries de que gosto - Homicídios ao Domicílio (Only Murders in the Building)

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Já faz algum tempo desde a última vez que fiz uma partilha sobre séries, mas agora, que já só me falta o último episódio da 5ª temporada, já vos posso dizer porquê (como se alguém estivesse minimamente interessado 😊): estive a ver de enfiada todas as temporadas de Homicídios ao Domicílio.

Only Murders in the Building deve ser das séries mais desvalorizadas dos últimos anos, uma eterna perdedora nas suas quase 300 nomeações para prémios (ultimamente sempre derrotada para Hacks e The Bear), sobretudo porque é uma série que não se leva muito a sério, paira sobre si uma aparente leveza e futilidade mas Only Murders in the Building é um primado de humor, crime e mistério, um humor rocambolesco e muitas vezes bem ácido e negro, não soltamos gargalhadas de segurar a barriga mas estamos sempre a rir com as entrelinhas e o caricato das situações.

A tripla de atores, Steve Martin (também autor), Martin Short e Selena Gomez, parece um pouco inusitada no início, mas não demora muito a estarmos totalmente agarrados a este trio formidável, para além de todo um elenco, permanente ou apenas convidado para participações especiais, muitas vezes como cameos, absolutamente genial, senão vejam só alguns desses nomes: Meryl Streep, Da’Vine Joy Randolpf, Jackie Hoffman, Dianne Wiest, Shirley MacLaine, Christopf Waltz, Renée Zellweger, Amy Ryan, Nathan Lane, Tina Fey, Zach Galifianakis, Molly Shannon, Eva Longoria, Eugene Levy, Bobby Cannavale, Cara Delavigne, Mathew Broderick, Griffin Dunne, Sting, Amy Schumer, Mel Brooks, Ron Howard, Martin Scorcese, Melissa McCarthy, e John McEnroe, quase todos a rirem-se consigo mesmo, é uma delícia.

Lá pela 4ª temporada, um presunto vindo de Portugal assume honras de protagonista na história, uma pequena curiosidade com graça.

Não recomendo ver tudo de seguida, mas quem quiser episódios curtos de comédia inteligente, pode ter aqui a sua série, eu tive durante uns meses.

Na Disney+.

 

03
Set25

Das séries de que gosto - This Is Going To Hurt (Isto Vai Doer)

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This Is Going To Hurt é uma série tão, mas tão boa, que até ‘doi’ falar sobre ela.

O tom no início até é leve, com laivos de comédia, romance e sátira social, humor negro no melhor estilo britânico, mas ao longo dos 7 episódios a coisa vai-se adensando, à medida que a exaustão e a culpa vão aumentando, à medida que os sintomas de burnout vão surgindo e destruindo todas as relações pessoais e familiares, estilhaçando por dentro pessoas que por fora tentam vestir a capa de médicos competentes, tornando-se difícil vermos os últimos episódios sem termos o estômago embrulhado, por compaixão com aqueles seres humanos que lutam para se manter à tona.

This Is Going To Hurt, série da BBC de 2022, é baseada num romance com o mesmo título de Adam Kay, antigo médico do serviço de ginecologia e obstetrícia dos hospitais públicos ingleses, sendo um alerta, e uma homenagem também, para as condições difíceis que os profissionais de saúde enfrentam por esse mundo fora.

Ben Wishaw está sem dúvida no meu top 10 de atores favoritos, a profundidade do seu olhar e dos seus silêncios, a par do seu timing de comédia, o sucesso desta série deve-se em grande parte a si, mas se todos os atores são fabulosos deixo também nota para a angústia brilhante da jovem atriz inglesa Ambika Mod.

E não se esqueçam, quando o corpo ou a alma cedem há (quase) sempre lugar à redenção, mesmo nas trevas mais profundas.

Não é fofa, mas é brilhante.

Na RTP Play.

 

26
Ago25

Das séries de que gosto - The Gilded Age (3ª temporada)

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É fútil? É.

Superficial, tonta, em que os problemas se resolvem todos com um entra e sai de chapéus, vestidos com folhos e dourados por todo o lado? Sim sim.

É tudo isso, mas a terceira temporada de The Gilded Age – dos mesmos criadores de Downton Abbey - foi sem dúvida a série perfeita para os dias descontraídos de férias, maravilhosamente cínica e divertida.

Nesta história de costumes sobre o dinheiro novo e o dinheiro antigo da Nova Iorque do final do século XIX, há lugar para umas alfinetadas em coisas sérias, casar por amor, dinheiro ou segurança, o divórcio a arrasar reputações, o racismo a ser combatido, os direitos de voto das mulheres, a modernidade a chegar com os caminhos de ferro e o relógio de pulso, mas The Gilded Age é uma sátira muito divertida sobre os velhos costumes da época, onde além da guerra aos novos ricos temos também o conflito entre a snobeira inglesa com a franqueza americana, quem é que não fica a torcer contra as vilanias da tão britânica Lady Sarah no seu castelo impecável?

impossível não nos rendermos à ostentação da família Russell (inspirada nos Vanderbilt), mas as minhas personagens prediletas foram sem dúvida as irmãs Van Rhijn, a doce Cynthia Nixon e a absolutamente cáustica Christine Baranski, a melhor da série a par da Carrie Coon.

The Gilded Age é despudoradamente pomposa e divertida, sou fã.

Na HBO Max.

 

09
Jul25

Das séries de que gosto - Reservado (Secrets We Keep)

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Está para acontecer a primeira vez em que eu não goste de uma série escandinava, é certo que não vejo assim tantas quanto isso, mas ainda não vi uma de que não tenha gostado.

“Reservado” (Secrets We Keep, título em inglês), é uma minissérie de seis episódios sobre um crime, uma história clássica em que alguém morre e há uma verdade a descobrir, em que progressivamente a tensão e o número de suspeitos vão aumentando, até sermos levados a um ponto de rebuçado em que queremos ver o mais rápido possível e descobrir o culpado (não importa em que ponto é que descobriste, no caso acho que se descobre muito perto do final).

Em cima disto temos personagens bem construídas, casas de sonho, vidas invejáveis e uma Dinamarca sempre atraente, lá onde a ética existe e as instituições funcionam, lá onde sob a capa da solidariedade e do ‘somos bonzinhos’ as famílias recebem au-pairs de países como as Filipinas (o meu conhecimento sobre as au-pairs ficou nas aulas de inglês do 2º ciclo), que mais do que meninas de companhia dos filhos privilegiados são verdadeiras escravas de limpeza.

Muito boa esta minissérie, vê-se numa penada.

Na Netflix.

 

19
Jun25

Das séries de que gosto - The Pitt

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The Pitt é uma série dos diabos, eu que sou sempre muito disciplinado e sou daqueles que vejo um episódio de cada vez, aqui não resisti à necessidade sôfrega de ver mais e mais.

The Pitt é um misto de ER – Serviço de Urgência (com os mesmos produtores e protagonista, Noah Wyle) e 24, cada episódio, de duração aproximada de uma hora, corresponde ao tempo real da narrativa, temos, portanto, 15 episódios que correspondem à duração de um turno de 15 horas do serviço de urgência de um hospital de Pittsburgh.

A fórmula das séries de hospitais é sempre vencedora para quem aprecia o género, The Pitt não segue os cânones, desde logo pela tensão que trespassa para nós, ficamos completamente em suspenso daquelas personagens, tal o grau de verosimilhança dos procedimentos que vamos vendo, bem como o ritmo frenético do desenrolar de situações, tudo isto carburado pelas muitas histórias colaterais que vamos testemunhando, umas com arcos narrativos maiores, outras mais subtis, mas sempre muito credíveis e capazes de prender a nossa atenção.

E é inevitável a homenagem aos médicos e enfermeiros que vivem sob grande pressão num serviço de urgências, muitas vezes claudicando, vulneráveis, outras fortes e frios, mas sempre comprometidos em salvar o doente, mesmo que tal os prejudique forte e feio, uns verdadeiros heróis - por coincidência, esta manhã cruzei-me com a jovem médica que há dez anos atrás me fez sofrer desmesuradamente, com toda a incúria e insensibilidade deste mundo, numa noite de urgência, mas essa será a exceção que confirma a regra (e eu portei-me bem e não me atirei ao seu gasganete, claro).

No meio de tanta adrenalina e de histórias pessoais, The Pitt lança ainda inúmeras pistas de reflexão, que na América atual não é coisa pouca, é coisa muita, a racialização dos cuidados, as restrições ao aborto ilegal, o consumo de drogas, a obesidade, a barreira linguística, as horas de espera, os tiroteios em massa, o fanatismo religioso, e até a questão das vacinas nestes tempos de horror com o tal de Robert Kennedy Jr. aos comandos da saúde daquelas bandas.

Podem dizer que é uma série leve mas do melhor entretenimento que há, como preferirem, que tem algumas incoerências e é muito hiperbolizada, concedo, mas The Pitt é uma série mesmo muito muito boa.

Na Max.

 

05
Jun25

Das séries de que gosto - The Studio

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Não sei se Seth Rogen é um grande ator, parecia vir desbaratando um início promissor de carreira com comédias baratuchas, e continuo sem saber porque a sua personagem em The Studio cai-lhe tão na perfeição, está-lhe tão colada à pele, que nem parece estar a representar, com uma candura e um amor ao cinema verdadeiramente tocantes.

The Studio, produzida também pelo próprio Rogen, é uma paródia sarcástica dos corredores da indústria de Hollywood, uma comédia que desmonta alguns dos mitos que temos sem nunca roubar o brilho e a magia pelo mundo dos filmes, mesmo que a realidade seja bem menos dourada do que as estatuetas dos Globos de Ouro – o oitavo episódio sobre a festa dos Globos é hilariante, diga-se.

Quem não se interessar de todo pelos meandros do cinema não deve achar grande piada, é difícil apanhar todas as piadas e referências cinematográficas, a maioria ter-me-ão passado certamente despercebidas, mas The Studio é uma deliciosa comédia, daquelas que faz efetivamente rir, mesmo que o cinismo daquele mundo que nós amamos seja despencado mesmo à frente do nosso nariz.

O elenco é notável, quer os atores que estão a desempenhar personagens fictícias, como as brilhantes Catherine O’Hara ou Kathryn Hahn, ou os famosos que aparecem a fazer de si próprios como Martin Scorcese ou Zoe Kravitz.

Na Apple TV+.

 

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