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BURRO VELHO

BURRO VELHO

06
Jun25

Das coisas de futebol - a seleção, Vitinha, Cristiano e Roberto Martinez

BURRO VELHO

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"Portugal é o país mais rico do mundo em termos de talento futebolístico por quilómetro quadrado. A par da Espanha, não há outras equipa com mais jogadores brilhantes para o jogo interior. No entanto, o selecionador Roberto Martinez prefere ser cauteloso. Contra a Alemanha, o espanhol organizou a sua equipa para esperar em vez de pressionar. Permitiu que a Alemanha se espalhasse para lá da linha do meio-campo e preparou tudo para recuperar perto da baliza e explorar o espaço dado ao adversário. Tudo contra a natureza dos seus jogadores mais criativos. Tudo para favorecer as corridas de Cristiano, ao serviço do qual fez alinhar dois extremos que passaram a primeira parte a fazer cruzamentos. Trincao na direita e Pedro Neto na esquerda. O dispositivo não funcionou.

Graças a jogadores como Bernardo Silva, Vitinha, João Neves ou Bruno Fernandes, o futebol português está a subir à estratosfera. Equipas como o Manchester City e o PSG são a prova disso. A seleção nacional, no entanto, continua ancorada no cais de Cristiano. Está à espera da chuva de uma tempestade que já passou. Aos 40 anos, Cristiano está numa forma admirável para a liga saudita. Pode funcionar como um trunfo na segunda parte. Um verdadeiro espalha brasas, como se diz em Portugal, um agitador de emergência. Nada disso. Roberto Martinez utiliza-o como um instrumento estratégico. Portugal jogou com o seu antigo capitão no último Campeonato da Europa e as consequências foram eloquentes. A um ano do Campeonato do Mundo, a equipa ainda está num ciclo de nostalgia. Contra a Alemanha, a operação repetiu-se".

Não sou que o digo, é o jornalista Diego Torres, do jornal espanhol El País, no rescaldo da meias-finais da Taça das Nações contra a Alemanha.

Com este selecionador não será fácil, mas Força Portugal!

 

 

03
Jul24

Das pessoas que admiramos - Cristiano Ronaldo e a Seleção

BURRO VELHO

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Num artigo de opinião do insuspeito jornal The Guardian, um jornalista britânico diz aquilo que eu e muitos portugueses pensamos e o que muitos outros se recusam a admitir, e cito, “Questionamo-nos se as hordas de talentosos jogadores do ataque de Portugal se importam em ser atores secundários no show de Ronaldo. E questionamo-nos sobre a sabedoria de levar uma equipa imensamente talentosa para o Mundial, ou para este Europeu, para trata-la essencialmente como uma tournée de despedida. Oportunidades de ganhar grandes troféus, oportunidades reais, surgem muito raramente e sacrificá-las diante do ego de uma estrela em declínio, não importa o quão grande ele já foi, parece indefensável”.

Não saberia dizer melhor. É óbvio, é indiscutível, é absolutamente unânime que todo o país sente um enorme respeito e admiração por tudo aquilo que Cristiano Ronaldo conquistou, o país gosta de Ronaldo com todas as suas birras e caprichos, o país gosta genuinamente da Dona Dolores e de tudo isso, ponto final parágrafo, mas só um cego que não quer ver é que não enxerga o óbvio, e esse óbvio em nada será beliscado se Ronaldo num golpe de génio ainda nos der muitas alegrias no que resta do Europeu, que assim seja, mas Ronaldo não só já não tem lugar como titular da seleção, e estou a ser benevolente, como prejudica o jogo da equipa, e não é só a soberba de querer marcar os livres, mas há uma coisa que ainda é incontornável, ter o Cristiano a jogar ainda deve dar dinheiro a ganhar a muita gente, nomeadamente à Federação, só isso explica, só isso pode explicar a teimosia do senhor treinador.

 

02
Jul24

Da seleção, do hino e da Portugalidade

BURRO VELHO

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Não sou daqueles patriotas que acha que Portugal é a melhor coisa do mundo nem ligo por aí além ao futebol, pelo menos ao doméstico, mas sou daqueles que sofre até mais não e grita de alegria ao ver o Diogo Costa defender três penáltis.

Haverá uma parte dentro de mim que trocava de bom grado com aqueles luxemburgueses ou noruegueses invisíveis para os amantes do futebol, mas com um PIB e uma democracia de fazer inveja, mas enche-me o peito de orgulho ao ouvir o nosso hino nestes palcos e afirmarmos bem alto estamos aqui e queremos vencer, não sendo eu daqueles que vê Portugal apenas como futebol, fado e bacalhau, emociona-me sempre a alegria, o sofrimento e a união em volta da nossa seleção e da nossa portugalidade.

Ao ouvir A Portuguesa ser cantada neste Europeu da Alemanha, não pude deixar de recordar uns tempos idos em que aqui o Burro Velho foi emigrante na Alemanha, na mesma Alemanha, daqueles emigrantes que por vezes fazia umas centenas de quilómetros para ir comprar bacalhau a Bremerhaven ou ouvir a Cristina Branco à Holanda, bacalhau e fado, e de ouvir, por ocasião de um Mundial, com outros camaradas Tugas de cachecol ao peito, no meio de uma esplanada em frente a um écran, o nosso hino a ser cantado, e mais do que o orgulho sentido foi a ligação que sentíamos nesse momento à nossa terra que estava distante, nós estamos aqui mas somos daí -  não haverá nada que una tão bem a nossa diáspora portuguesa como os jogos da seleção, não haverá nada que nos una tão bem como o hino de Portugal ou as defesas do Diogo Costa, nada nos unirá melhor a todos do que aqueles instantes de alegria e sofrimento.

Que o nosso treinador se ilumine e os jogadores se inspirem, boa sorte seleção.

 

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