Das séries de que gosto - The White Lotus

Não deixa de ser estranho todo o hype gerado à volta da terceira temporada de The White Lotus, episódio a episódio os jornais e as redes sociais agitavam-se num escrutínio aguerrido, muitas vezes pejados de spoilers (“alerta, hoje saiu novo episódio, não abrir o instagram até o conseguir ver”), para cada um defender a sua temporada preferida, Hawai, Sicília ou Tailândia, uns a verem apenas uma feira de vaidades dos milionários em férias, outros a ver um retrato certeiro das cabeças atrofiadas de quem se deu bem na vida, se a melhor personagem foi ou não Jennifer Tanya Coolidge, se o instrumento viril de Jason Isaacs ou se os dentes de Aimee Lou Wood eram ou não próteses, se o final foi um anti-climax ou se podia ter tido menos um episódio, a media darling The White Lotus gerou mesmo um grande sururu à sua volta.
Já eu, do que mais gostei foram todas as cenas com a família Ratliff, das três amigas e do doido Sam Rockwell, e ver como a tensão ia aumentando paulatinamente até chegar a ponto de rebuçado e poder descambar para cada uma das personagens.
Uma série não tem de ser imaculadamente perfeita, 100% coerente, para ser uma excelente série, The White Lotus é entretenimento do melhor que há.
E se tiver de destacar só uma personagem, a mãe Ratliff de Parker Posey, uma delícia.
Uma curiosidade, todos os atores receberam o mesmo cachet e todos adoram entrar no elenco, é mesmo um fenómeno.
